Ansiedade


Psicóloga Carolina Ramos

A ansiedade torna-se cada vez mais uma queixa comum em crianças e adolescentes. As cobranças dos pais e escola podem estar relacionadas com essa alta demanda. Lidar com tais pressões inevitáveis pode ser uma tarefa bem difícil.

Os sintomas ansiosos podem remeter a alterações psicológicas, de humor, comportamentais, cognitivas e sociais nos indivíduos acometidos.

Para que seja possível um tratamento, é necessário inicialmente amenizar os sintomas mais angustiantes, ensinando-os um treinamento de habilidades de enfrentamento. Alguns sinais como preocupações, apreensão, irritabilidade e medo podem ser componentes emocionais da ansiedade.

De uma forma geral, as crianças e adolescentes ansiosos tentam evitar situações que tragam ansiedade ou adotam estratégias (muitas vezes disfuncionais) para tentar amenizar os sintomas, tais como: Roer unhas, chupar dedo, compulsões alimentares e hipervigilância são comportamentos bem comuns, tendo em vista que possuem a função de acalmar o indivíduo, ou mesmo de lidar com a situação ameaçadora. Geralmente são pessoas desatentas, distraídas e inquietas, que possuem visões catastróficas de enfrentamento mal sucedido. Seus pensamentos são focados em aspectos potencialmente ameaçadores das situações. Elas acreditam que o pior pode acontecer e se preocupam com suas capacidades de enfrentamento.

Uma das técnicas da tcc utilizadas no tratamento de crianças e adolescentes ansiosos é a técnica de relaxamento. Algumas com foco na respiração e tensão muscular, outras com foco em distração cognitiva, outras com atividades psicomotoras e etc.

A psicoterapia pode ser uma grande aliada para o tratamento e resolução de problemas. Aí vai uma dica para as mamães e papais: Deixe seu filho escolher um esporte que goste bastante, e procure um vídeo na Internet do aquecimento do esporte escolhido (futebol, dança, vôlei, tênis, basquete, ballet). Vocês podem conversar sobre a importância de baixar a tensão antes da partida. Podem até fazer o mesmo aquecimento juntos. Desta forma, você mostra para o seu filho que existem formas de relaxar, na tentativa de baixar o nível de ansiedade.

Boa prática!

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